Real Gabinete Português de Leitura

 

 

 

 

 

 

 

4º Colóquio do PPRLB

 

 

Relações Luso-Brasileiras:

D. João VI e o Oitocentismo

 

 

 

 

 

 

Programa e Caderno de Resumos

 

 

 

 

 

Rio de Janeiro – 17, 18 e 19 de Setembro de 2008

 

Todas as sessões simultâneas serão realizadas no Liceu Literário Português - Rua Senador Dantas, 118 (Largo da Carioca)

O restante da programação terá lugar no Real Gabinete Português de Leitura - Rua Luís de Camões, 30

 

 

4º Colóquio do PPRLB:

Relações Luso-Brasileiras: D. João VI e o Oitocentismo

 

*Programa das Sessões Plenárias*

 

Dia 17 de Setembro:

 

10:00Sessão de Abertura

 

10:30Poder e vida econômica no tempo de D. João

(Coord.: A. Gomes da Costa)

[título a confirmar]

 

14:00Cultura e Imprensa em torno da Corte Joanina

(Coord.: Lúcia Guimarães)

 

16:00 Letras e leituras do Oitocentismo

(Coord.: Sérgio Nazar David)

 

 

Dia 18 de Setembro:

 

08:00Sessões de comunicações concomitantes (LLP)  

 

10:00Ciência e historiografia no Brasil oitocentista

(Coord.: Tania Bessone)

 

14:00Trânsitos sociais e culturais no reinado joanino

(Coord.: Sheila Moura Hue)

 

16:00Interpretações estéticas no Reino do Brasil

(Coord.: Madalena Vaz-Pinto)


 

Dia 19 de Setembro:

 

08:00Sessões de comunicações concomitantes (LLP)

 

10:00Vozes femininas: relações sociais e culturais em torno de D.João

(Coord.: Ida Ferreira Alves)

 

14:00Atuação da imprensa sob e sobre a Corte Joanina

(Coord.: Maria Aparecida Resende Mota)

 

16:00Faces do Rei e perspectivas de seu reinado

(Coord.: Gilda Santos)

 

17:45ENCERRAMENTO e

RECITAL com Laura Rónai (flauta barroca) e Sula Kossatz (cravo)


Sessões de Comunicações

18 de setembro, 5ª. feira – 8:00 h – Liceu Literário Português

Text Box: ATENÇÃO: Devido a situação emergencial, as Sessões de Comunicações 1, 2 e 3, serão realizadas nas salas A, B e C do Real Gabinete Português de Leitura.
 

 

 

 

 


Sessão 1 – “Vozes da História” – Coord.: Lúcia Guimarães – sala A

Maria Isabel João/ Rio de Mouro/ Universidade Aberta

D. João VI e o seu reinado na historiografia oitocentista portuguesa

 

Erivan Cassiano Karvat/ Curitiba / Universidade Tuiuti do Paraná

Desdobramentos e ressonâncias: 1808 e a historiografia oitocentista

 

Santiago Silva de Andrade/ Universidade Estadual do Rio de Janeiro

D. João VI e o governo da sua Real Casa (1808-1821)

 

Sessão 2 – “Viagem, chegada, permanência” – Coord.: Ida F. Alves – sala B

 

Márcia Vieira Maia/ Universidade Federal do Rio de Janeiro

Travessia por mares e tempos

 

Maro Lara Martins/ Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro

A chegada da família real em dois tempos

 

Sara Marques Pereira/ Universidade de Évora

A atuação política de D. Carlota Joaquina no Brasil (1808-1821)

 

 

Sessão 3 – “D. João em letra impressa” – Coord.: Tania Bessone – sala C

Cláudio DeNipoti/ Magnus Roberto de Mello/ Universidade Estadual de Ponta Grossa/ Universidade Federal do Paraná

D. João e as dedicatórias da coleção do Arco do Cego – 1799 /1801

Pedro Couceiro/ Vila Nova de Gaia/ Instituto Politécnico de Bragança

Imagens de D. João VI na imprensa portuguesa do século XIX

 

Ana Carolina Galante Delmas/  Universidade Estadual do Rio de Janeiro

Homenagens nos prelos da Impressão Régia: as dedicatórias impressas no Brasil joanino

 

Sessão 4 – “Imagens de Debret” – Coord.: Roberto Veiga – sala D

André Luís de Castro Albuquerque/ Fortaleza/ Universidade Estadual Vale do Acaraú

A arte a serviço de Dom João VI: Debret e sua obra histórica

 

Francisco Isaac Dantas de Oliveira/ Parnamirim/ Universidade Potiguar

Um olhar sociológico da sociedade oitocentista carioca através da obra do artista francês Jean-Baptiste Debret: um estudo do cotidiano do Rio de Janeiro no século XIX

 

Lenice Lira/ Zeny Rosendahl/ Universidade Estadual do Rio de Janeiro

Uma interpretação geográfica da aquarela de cunho religioso no Rio joanino de Debret

 

Sessão 5 – “Variações sobre música” – Coord.: Luís Maffei – sala E

Alberto Boscarino Junior/ Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

A música na cidade do Rio de Janeiro do século XIX

Alberto José Vieira Pacheco/ Universidade Nova de Lisboa

D. João VI, o grande mecenas

 

Marco Aurelio Brescia/ São João do Estoril/ Cascais/ Université Sorbonne-Paris IV

Os órgãos da Real Capela do Rio de Janeiro

 

Sessão 6 – “Espaços urbanos” – Coord.: Ângela Telles – sala F

 

Sergio Moraes Rego Fagerlande/ Universidade Federal do Rio de Janeiro

Da Casa de Ópera ao Real Teatro São João: o edifício teatral e a chegada da Corte Portuguesa ao Rio de Janeiro

 

Olga Maíra Cerqueira Ferreira Figueiredo/ Universidade Estadual do Rio de Janeiro

Um anglicano campo dos mortos no período joanino

 

Renato Martins e Silva/ Universidade Estadual do Rio de Janeiro

O Engenho da Rainha Carlota Joaquina

 

 

Sessão 7– “Saber das ciências” – Coord.: Silvia Jardim – sala G

Alex Gonçalves Varela/ Rio de Janeiro/ Museu de Astronomia e Ciências Afins

As ciências no Período Joanino (1808-1821)

 

Andreza Barboza Nora/ Universidade Estadual do Rio de Janeiro

O desenvolvimento da cultura científica brasileira no período joanino

 

 

Sessão 8– “Leituras a latere” – Coord.: Gilda Santos – sala H

 

José Cândido de Oliveira Martins/ Braga/ Universidade Católica Portuguesa

Tradução do "Ensaio sobre a Crítica" de Alexandre Pope, pela marquesa de Alorna e pelo marquês de Aguiar

 

Márcio Ricardo Coelho Muniz/ Universidade Estadual de Feira de Santana

"Para tão grande Rey, pequeno o Mundo": D. João VI, um príncipe perfeito

Fernanda Suely Müller/ São Pedro do Ivaí/ Universidade de São Paulo

O diálogo cultural luso-brasileiro em revista: do Oitocentismo à Belle Epoque

 

 

Sessão 9 – “Modas e modos” – Coord.: Berty Biron – sala I

Camila Borges da Silva/ Universidade Estadual do Rio de Janeiro

A moda na Corte Joanina

 

Sílvia Rodrigues Jardim/ Universidade Federal do Rio de Janeiro

A abertura dos portos, o Império Britânico e o bordado da Ilha da Madeira

 

Fabiana Sena da Silva/ Cabedelo/ Universidade Federal da Paraíba

Tesouro de Meninas e Tesouro de Meninos: manuais de civilidade na América Portuguesa

 

Sessão10 – “D. João como personagem” – Coord.: Madalena Vaz Pinto – sala J 

 

Patrícia da Silva Cardoso/ Curitiba/ Universidade Federal do Paraná

D. João e D. Sebastião na vinda da família real para o Brasil

 

Otávio Rios/ Universidade Federal do Rio de Janeiro

A ficção faz a história: Raul Brandão (re)escreve o percurso de D. João VI

 

Jorge Valentim/ Universidade Federal de São Carlos

D. João VI, de Helder Costa: o universo da Corte no universo do teatro


19 de setembro, 6ª. feira – 8:00 h – Liceu Literário Português

 

Text Box: ATENÇÃO: Devido a situação emergencial, as Sessões de Comunicações 1, 2 e 3, serão realizadas nas salas A, B e C do Real Gabinete Português de Leitura.
 

 

 

 


Sessão 1 – “Governação e imigração” – Coord.: Lúcia Bastos – sala A

Dóli de Castro Ferreira/ São Paulo

Thomás Antônio de Villanova Portugal, um ministro de D. João VI entre duas idéias definidoras do funcionalismo da Corte portuguesa no Rio de Janeiro

 

Domingos Alves Caeiro/ Lisboa/ Universidade Aberta

D.João VI e as Cortes Constituintes de 1821-22

Luiz Eduardo Maciel de Azevedo/ Universidade Estadual do Rio de Janeiro

1822, catorze anos antes e pouco mais de noventa anos depois: dois períodos distintos da "imigração" portuguesa

 

 

Sessão 2 – “Sobressaltos no Nordeste Brasileiro” – Coord.: Lúcia Guimarães – sala B

Weder Ferreira da Silva/ Mariana/ Universidade Federal de Ouro Preto

D. João VI e a declaração de Guerra Justa aos Botocudos do Sertão do Rio Doce

Serioja Rodrigues Cordeiro Mariano/ Cabedelo/ Universidade Federal da Paraíba

Uma Revolução em Família: poder familiar e política no movimento de 1817 na Paraíba

Lina Maria Brandão de Aras/ Salvador/ Universidade Federal da Bahia

Em nome da Unidade: a Bahia na repressão do 1817

 

 

Sessão 3 – “Em torno da Imprensa” – Coord.: Tania Bessone – sala C

Ana Paula dos Santos Monteiro/ Universidade Federal do Rio de Janeiro

Hipólito da Costa na Corte de Dom João: o Correio Braziliense (1808-1822)

Benedita de Cássia Lima Sant'Anna/ Assis/ Universidade Estadual Paulista

Revendo a trajetória: a implantação da Imprensa Régia Brasileira e o surgimento de nossa imprensa científico-literária

 

Juliana Gesuelli Meirelles/ Universidade Estadual de Campinas

Imprensa e poder na corte joanina: a Gazeta do Rio de Janeiro

 

Sessão 4 – “Visões Sebastianistas” – Coord.: Gilda Santos – sala D  

Luís Bueno/ Curitiba/ Universidade Federal do Paraná

Uma segunda vinda: a viagem do Bom Sucesso

Anamaria Filizola/ Curitiba/ Universidade Federal do Paraná

O sebastianista na "guerra sebástica" e na literatura

Juliana Vermelho Martins/ Curitiba/ Universidade Federal do Paraná

O Sebastianista na visão de José Agostinho de Macedo

 

Sessão 5 – “A Corte no Rio” – Coord.:Luiz Felipe Baeta Neves – sala E

Margareth Aparecida Campos da Silva Pereira/ Universidade Federal do Rio de Janeiro

O rumor das línguas: as palavras da Corte e de um novo Império (1808-1831)

 

Vinicius Miranda Cardoso / Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Dom João e São Sebastião: símbolo, práticas e representações no Rio de Janeiro (1808-1820)

 

João Baptista Ferreira de Mello/ Universidade Estadual do Rio de Janeiro

O diálogo do Rio joanino com a cidade maravilhosa

 

Sessão 6 – “Arte e Arquitetura” – Coord.: Ângela Telles – sala F

Adriana Mattos Clen Macedo e Carlos Henrique/ Museu Nacional de Belas Artes

A Coleção D. João VI no acervo do Museu Nacional de Belas Artes

Dinah Tereza Papi de Guimaraens/ Universidade Estácio de Sá

A reinvenção da tradição: história e estética no Museu Nacional de Belas Artes e no Metropolitan Museum of Art

Evelyn Furquim Werneck Lima/ Rio de Janeiro/ Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

A arquitetura neoclássica no Rio de Janeiro: uma herança cultural do reinado brasileiro de D. João VI

 

Sessão 7– “Camilo e o brasileiro” – Coord.: Paulo Motta – sala G

Luciene Marie Pavanelo/ Universidade de São Paulo

Relações luso-brasileiras em Camilo Castelo Branco: mais do que lágrimas ou risos

Tatiana de Fátima Alves Moysés/ Guarulhos/ Universidade de São Paulo

As relações luso-brasileiras: o papel do brasileiro na narrativa camiliana

 

Silvana Maria Pessôa de Oliveira/ Belo Horizonte/ Universidade Federal de Minas Gerais

Os "retornados" de Camilo Castelo Branco - uma análise da figura do brasileiro em novelas satíricas do século XIX

 

Sessão 8 – “Olhares de Garrett e Camilo” – Coord.: Sérgio Nazar – sala H

Juliana Yokoo Garcia/ São Paulo/ USP

Do idealista ao cético: um balanço político-social sob as penas de Garrett e Camilo

Moizeis Sobreira de Sousa/ Guarulhos/ Universidade de São Paulo

Um pendor pessimista: o olhar camiliano acerca das Invasões Francesas

Ana Luísa Patrício Campos de Oliveira/ Universidade de São Paulo

A Trilogia da Felicidade: as relações franco-luso-brasileiras na ficção camiliana

 

Sessão 9 – “Da literatura oitocentista” – Coord: Ida Alves – sala I

Carolina Casarin da Fonseca Hermes/ Universidade Federal do Rio de Janeiro

"O malandro é o barão da ralé": Memórias de um sargento de milícias e a "Dialética da malandragem”

Monica do Nascimento Figueiredo/ Universidade Federal do Rio de Janeiro

Leonardo Pataca e Teodorico Raposão: a malandragem à moda luso-brasileira

 

Rosana Apolonia Harmuch/ Universidade Estadual de Ponta Grossa

O leitor é o culpado: Eça de Queirós e O mistério da estrada de Sintra

 

 

Sessão 10 – “Livros e idéias em circulação” – Coord.: Iza Quelhas – sala J

Eduardo Vieira Martins/ Campinas/ Universidade de São Paulo

O sertão de Saint-Hilaire

Sérgio Roberto Massagli/ São Manuel/ Universidade Estadual Paulista

Gonçalves de Magalhães e a fabricação da nação brasileira

 

Carmem Lúcia Negreiros de Figueiredo/ Universidade Estadual do Rio de Janeiro

A modernização da percepção nos Oitocentos: o romance e o olhar

 

 

 


*Resumos das Sessões Plenárias*

 

por ordem alfabética de autores

 

 

Alberto da Costa e Silva

Sobre a escravidão no período joanino”

[título provisório]

 

 

Ana Cristina Araújo

O Regresso de D. João VI à Europa: factos, mitos e representações

 

Procuramos nesta comunicação analisar o retrato público do monarca no contexto de duas culturas políticas diferentes, a absolutista e a liberal, e tendo por referência os modelos de inscrição da vida cortesã na Europa e na América Portuguesa. No primeiro caso, exploramos o impacto que teve na imprensa do reino o sebastianismo político e o patriotismo, expresso na fidelidade da Nação à realeza, durante a guerra peninsular. Antes da revolução liberal, à margem da diplomacia, os traços da figura política de D. João VI tornam-se motivo de controvérsia na imprensa de Londres, como demonstram os Memoriais ao Rei de João Bernardo da Rocha Loureiro, publicados no jornal O Portuguez. Depois da Revolução no Reino, os dilemas suscitados pelo regresso do rei a Lisboa, as negociações impostas pelo governo constitucional e o pacto de regime que D. João VI jurou aceitar são aspectos que condicionam a imagem futura da representação régia

 

Ana Virgínia Pinheiro

Migrações do impresso: sobre os tesouros incorporados e ocultos na

Real Bibliotheca de D. João VI

 

Trata dos tesouros da Real Bibliotheca portuguesa através de seus dois maiores segmentos: a biblioteca da Rainha D. Maria I e a biblioteca do Príncipe Regente D. João. Aborda os fundamentos para reconstrução do primeiro segmento, em meados do século XVIII, e apresenta o segundo segmento como um núcleo de cimélios, mais antigo, porque não foi alcançado pelo sismo de 1755. Nesse contexto, apresenta a teoria da “Biblioteca Antropofágica”, a biblioteca que se “autodevora”, multiplicando exemplares e livros redundantes, que personalizam coleções incorporadas e que, embora ofereçam o mesmo conteúdo, não se equivalem como registros de memória. Conclui apontando o papel da nacionalização dessas bibliotecas, então, consolidadas como a Biblioteca de D. João VI – a biblioteca “de todos os livros”, o alicerce cultural para a formação da nação brasileira.

 

Ângela Telles

Grandjean de Montigny: um arquiteto francês nos trópicos

 

Análise de obras da produção européia e brasileira de Grandjean de Montigny, artista formado na Revolução, integrante da geração dos chamados arquitetos da Liberdade.  O Rio de Janeiro nova sede política e administrativa do reino como laboratório de experimentação do arquiteto francês

 

Aníbal Bragança

A criação da Impressão Régia no Rio de Janeiro. Novos aportes.

 

A comunicação abordará o contexto e o processo histórico que vinculam a instalação da Impressão Régia do Rio de Janeiro à sua similar em Lisboa e à Casa Literária do Arco do Cego, tendo como traços de ligação as figuras de D. Rodrigo de Sousa Coutinho e de Frei José Mariano da Conceição Veloso.

 

Ernesto Rodrigues

A Corte de D. João VI no Brasil vista pelo Jornalismo Português (1807-1821)

 

No bicentenário da chegada da Corte joanina ao Brasil, foi nosso propósito reunir textos significativos do jornalismo português (1807-1821) que melhor nos informem das repercussões, em Portugal, bem como na emigração europeia (Londres, Paris), que teve a transladação daquela. Que país ficou para trás? Como viu os acontecimentos, e quais, no outro lado atlântico? Quando, e por que razões, apela ao regresso do soberano? Que imagem favorece deste e da Família Real? Enquanto concorremos para a história do jornalismo, na definição clara de um corpus a investigar, oferecemos aos historiadores e interessados quadros vívidos de uma época política e mental com zonas ainda na sombra.

 

Francisca Nogueira de Azevedo

Relações entre a Corte do Brasil e o Vice-Reino do Rio da Prata. (1808-1814)

 

O trabalho tem como proposta a análise da correspondência trocada entre o D. Calota Joaquin